“O que aconteceu na minha casa foi um desabamento. Eu perdi tudo. Não tinha nem por onde começar. E agora estamos aqui recebendo esse valor que o governador liberou pra gente. Eu estou muito feliz. Vou começar a reconstrução da minha casa”, contou Patrícia Ribeiro da Silva, moradora da Vila da Barca, no Bairro do Telégrafo, em Belém.
Patrícia está entre as 15 famílias que receberam, na quarta-feira (12), na Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster), benefícios eventuais concedidos pelo governo do Estado. Das famílias atendidas, 14 foram vítimas de incêndio e uma de desabamento. A ação assegura apoio financeiro emergencial a famílias que enfrentam situação de vulnerabilidade após perdas materiais significativas.
Entrega dos benefícios às famílias que perderam suas moradias
Três famílias receberam o equivalente a um salário mínimo (R$ 1.621,00), cada uma, enquanto 12 foram contempladas com o valor correspondente a três salários mínimos (R$ 4.863,00), cada. O benefício total é de R$ 63.219,00, recurso liberado para contribuir com a reconstrução das condições básicas de moradia e subsistência.
Celeridade - O secretário de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda, Inocêncio Gasparim, disse que o benefício representa uma resposta imediata do poder público diante de situações emergenciais.
“Nosso compromisso é garantir que essas famílias não enfrentem esse momento sozinhas. O benefício eventual é uma ferramenta fundamental da política de Assistência Social, que permite uma resposta rápida do Estado diante de ocorrências que comprometem a dignidade e a segurança das pessoas. Estamos aqui para assegurar proteção e apoiar esse recomeço”, ressaltou o secretário.
Moradora do Bairro Parque Verde, Antônia Maria de Deus também teve sua casa destruída em um incêndio. Segundo ela, o fogo se espalhou rapidamente. “Foi tudo muito rápido. Foi devorando tudo. Nós ficamos só com a roupa do corpo, eu e meus dois netos. Com certeza, esse valor vai ajudar muito. Eu só tenho que agradecer ao governador e a todos que estão envolvidos. Agora, vou ajeitar minha casa, pintar, e o resto a gente vai reconstruindo aos poucos”, relatou Antônia.
Acesso ao benefício - O diretor de Renda, Cidadania e Combate à Pobreza da Seaster, Ricardo Ganzer, explicou o processo de liberação do benefício. Após a situação de emergência ou calamidade, a família aciona a Defesa Civil municipal ou estadual para fazer a avaliação do imóvel. A equipe da Defesa Civil constatará se houve perda parcial ou total. Em seguida, a Assistência Social do município onde ocorreu o sinistro avaliará a situação socioeconômica da família, com imagens comprovando a vulnerabilidade. Esse documento e o laudo da Defesa Civil serão encaminhados à Seaster. "Após a chegada do processo, a Seastr abre um processo e dá seguimento aos trâmites internos, até o pagamento do benefício”, acrescentou o diretor.
Os benefícios eventuais estão previstos na política pública de Assistência Social e têm como finalidade atender a população em situações de emergência e calamidade, garantindo suporte imediato a famílias que necessitam de apoio.